quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

(DAS NOSSAS FELICITAÇÕES PARA AS FESTAS DO SEU FINAL DE ANO & DAS FÉRIAS DO BLOG DO ADVOGADO MARCELO ROSA)

 São Paulo, 19 de dezembro de 2025.




Bom dia;



Hoje, o Blog do Advogado Marcelo Rosa entra em merecidas Férias !!!




Desde já, Desejamos à Todas & Todos …














Nos encontraremos novamente no Blog do Advogado Marcelo Rosa no dia 03 de março de 2026 !!





Fiquem com Deus !!





Quem Viver, Verá … !!!





Cordialmente




MARCELO AUGUSTO MELO ROSA DE SOUSA

Advogado  - Direito Eleitoral e Partidário




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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

(Candidato que Não Presta Contas de Campanha - STF Confirma: Perde a Quitação Eleitoral até o Fim da Legislatura que disputou)

 




São Paulo, 16 de dezembro de 2025.





Bom dia !



O STF definiu que não prestar contas de campanha no prazo legal terá consequências duras e imediatas. A Corte Constitucional brasileira em decisão unânime, validou a norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que penaliza o candidato com a negativa da certidão de quitação eleitoral.


Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.677, ajuizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), questionava-se a constitucionalidade da regra que impede o candidato, com contas julgadas como "não prestadas," de obter a quitação até o fim da legislatura, mesmo após a regularização da pendência.


O PT argumentava que a exigência era desproporcional e extrapolava o poder regulamentar do TSE. No entanto, o Entendimento do STF foi no sentido: É Obrigação, Não Escolha.


O relator, Ministro Alexandre de Moraes, foi incisivo ao refutar a tese, classificando a prática de atrasar as contas como um "truque". Ele lembrou que a prestação de contas é uma obrigação legal, e não uma escolha do candiato. Permitir a flexibilidade nos prazos, segundo Moraes, abriria caminho para abusos como o caixa dois, comprometendo diretamente a transparência e a fiscalização do processo eleitoral.



O julgamento, finalizado em 21 de maio de 2025, estabeleceu uma tese que reforça a autoridade da Justiça Eleitoral: "A previsão de impedimento à obtenção de certidão de quitação eleitoral até o fim da legislatura, nos casos de contas julgadas como não prestadas, não configura novas hipóteses de inelegibilidade e insere-se no poder regulamentar da Justiça Eleitoral".



Em resumo, a decisão do STF valida o rigor do TSE. Com a impossibilidade de obter a quitação eleitoral – documento essencial para o registro de candidatura – não é vista como inelegibilidade, mas sim como uma

exigência formal indispensável à integridade das eleições.



Sendo que o candidato que negligenciar o prazo terá de esperar o fim do mandato para reaver seu direito à quitação eleitoral.



Quem Viver, Verá !!!





Cordialmente





MARCELO AUGUSTO MELO ROSA DE SOUSA

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

(STF decide que Congresso não foi omisso na criação de municípios)



São Paulo, 09 de dezembro de 2025





Bom dia !



O plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADO 701 - enfrentou novamente a discussão sobre a ausência de lei complementar federal para regulamentar a criação, fusão e desmembramento de municípios, prevista no artigo 18, §4º, da Constituição após a Emenda Constitucional nº 15 de 19962.



O processo foi movido pelo Estado do Pará, que apontava omissão do Congresso Nacional, alegando que a falta de norma inviabiliza a emancipação de distritos mesmo diante de manifestações populares favoráveis em plebiscitos.



O relator, ministro Dias Toffoli, rejeitou a tese de omissão. Para ele, não há inércia do Legislativo, já que desde 2007 houve diversas tentativas de regulamentação, com projetos aprovados no Congresso e posteriormente vetados pela Presidência da República, além de outras propostas que seguem em tramitação.



E esse histórico, segundo o ministro Dias Toffoli, demonstra esforço legislativo, ainda que sem resultado prático, evidenciando que o impasse está na formação de consensos políticos e não em descumprimento deliberado do texto constitucional.



Já a divergência do entendimento do ministro relator ficou a cargo do ministro Flávio Dino, que apontou a persistência da omissão legislativa. Em sua visão, o fato de não existir lei em vigor quase trinta anos depois mantém a paralisia e impede comunidades de exercerem a soberania popular expressa em plebiscitos. Para ele, caberia ao STF fixar um prazo final para que o Congresso aprove a norma complementar e dê efetividade ao comando constitucional.



O debate no STF ainda expôs outra dimensão importante: a participação social em processos dessa natureza. No caso do Conselho Gestor Pró-Emancipação de Moraes Almeida, o STF reforçou que o ingresso de entidades como amicus curiae exige representatividade mais ampla, não sendo suficiente o interesse localizado de pequenos grupos. Essa posição reflete a preocupação da Corte em evitar que discussões constitucionais de impacto nacional fiquem restritas a demandas locais sem alcance institucional.



A decisão do STF, portanto, reconhece que não há omissão legislativa, mas deixa claro que a criação de novos municípios segue sem perspectiva concreta de regulamentação.





No entanto, vemos que para milhares de distritos que aguardam a emancipação, a questão continua em aberto, revelando a distância entre a soberania popular manifestada nas urnas e os entraves institucionais que impedem a transformação desse desejo em realidade jurídica.



Quem Viver, Verá !!!





Cordialmente





MARCELO AUGUSTO MELO ROSA DE SOUSA

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

(VICE-PREFEITO ELEITO EM 2024 PODE OU NÃO SER CANDIDATO A DEPUTADO SEM DESINCOMPATIBILIZAÇÃO?)

 




São Paulo, 2 de dezembro de 2025.





Bom dia;


Meses após a posse de um Vice-Prefeito eleito nas eleições de 2024, várias pessoas me consultaram se o Vice-Prefeito Eleito em 2024 Pode ou Não Ser Candidato a Deputado Sem Desincompatibilização?


O vice-prefeito eleito que pretende disputar as eleições gerais subsequentes para o cargo de deputado federal ou estadual encontra-se, em regra, em condição de elegibilidade, desde que atenda aos requisitos constitucionais e legais aplicáveis ao pleito. Dentre esses requisitos, estão o pleno exercício dos direitos políticos, o domicílio eleitoral no território da circunscrição, a filiação partidária no prazo mínimo de seis meses antes da eleição, e a ausência de causas de inelegibilidade previstas na Constituição Federal e na Lei Complementar nº 64/1990.


No que se refere à exigência de desincompatibilização, é importante compreender que o vice-prefeito não se enquadra, por si só, na hipótese que exige o afastamento do cargo até seis meses antes da eleição.


Pois a Lei Complementar nº 64/19901, em seu artigo 1º, §2º, dispõe expressamente que os chefes do Poder Executivo — presidente da República, governadores e prefeitos — deverão renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito, caso pretendam concorrer a cargo eletivo diverso.


Sendo que o mesmo dispositivo estende essa exigência àqueles que tenham sucedido ou substituído os titulares nos seis meses anteriores à eleição.


E é justamente nesse ponto que se insere a peculiaridade da situação do vice-prefeito.


A legislação em vigor estabelece que apenas no caso de o vice ter substituído ou sucedido o prefeito titular no curso dos seis meses que antecedem o pleito, é que surgirá a necessidade de afastamento. Fora dessa hipótese, o vice-prefeito poderá manter-se no exercício de suas funções normalmente, sem necessidade de renúncia ou desincompatibilização, podendo, portanto, registrar sua candidatura sem qualquer óbice.


A substituição mencionada pela lei em vigor, ocorre quando o vice assume a chefia do Executivo de forma temporária, como em casos de férias, afastamentos por licença médica ou viagem do prefeito. Já a sucessão configura-se quando o prefeito titular deixa definitivamente o cargo, por renúncia, falecimento ou cassação, e o vice assume o mandato de forma permanente.


Em ambas as hipóteses, se tais atos ocorrerem nos seis meses que antecedem a eleição, o vice que tiver exercido a chefia do Executivo deverá renunciar ao mandato no prazo legal, se quiser concorrer a cargo diverso.


E o não cumprimento desse requisito configurará causa de inelegibilidade, impedindo o deferimento de seu registro de candidatura.


Por outro lado, se o vice-prefeito não tiver, em nenhum momento, substituído ou sucedido o titular nos seis meses anteriores ao pleito, não há qualquer vedação para que ele concorra a cargo eletivo. Pois ele estará dispensado de desincompatibilização e poderá permanecer no exercício de suas funções de vice-prefeito até a data da eleição, sem violar a norma eleitoral. Esse entendimento é pacífico na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral e tem sido reiteradamente aplicado pela Justiça Eleitoral nas análises de registro de candidatura.


Portanto, é correto afirmar que o vice-prefeito eleito que pretende disputar as eleições gerais seguintes está elegível, desde que não tenha exercido o cargo de prefeito por substituição ou sucessão no período de seis meses que antecede o pleito. Caso tenha assumido, ainda que interinamente, a chefia do Executivo municipal nesse intervalo de tempo, deverá ter se afastado até o prazo legal, sob pena de incorrer em inelegibilidade.


A norma em questão, visa preservar a isonomia entre os candidatos, evitando que ocupantes de cargos executivos exerçam influência indevida sobre o processo eleitoral.


E a observância rigorosa desses prazos é, portanto, essencial para garantir a regularidade da candidatura do vice-prefeito a qualquer outro cargo eletivo.



Quem Viver, Verá … !!!





Cordialmente





MARCELO AUGUSTO MELO ROSA DE SOUSA

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